Casamentos fora do Templo e a segunda união

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Observando a modernidade e a vivência dos cristãos, deparamo-nos, muitas vezes, com um número não desprezível de casais que vivem com cônjuges em segunda união, onde, muitas vezes, a segunda união é ilegítima de acordo com a Palavra de Deus. Tal realidade é evidente entre muitos casais cristãos evangélicos e católicos.

Diante de tal situação venho expor, a pedido de muitos cristãos:

Sobre o casamento fora dos templos é perfeitamente possível celebrá-lo, pois não há nenhum erro de fé nisso. Para que o casamento religioso, na tradição católica, possa acontecer fora do templo é necessário que os noivos abram o processo matrimonial na paróquia à qual pertencem (refiro-me às paróquias de nossa igreja), recebam toda orientação religiosa e bíblica para a celebração e apresentem os documentos necessários. Para que o matrimônio seja válido diante de Deus e das leis do país, é necessário que os noivos estejam enquadrados no ensinamento bíblico, o que lhes será explicado quando procurarem o sacerdote, e livres para a união civil, respectivamente. É necessário que os noivos tenham verdade de intenção para que o matrimônio seja inquestionável e que um ministro, validamente ordenado, (diácono ou presbítero) por um bispo que tenha legítima e inquestionável sucessão apostólica, como nossa igreja possui, o celebre. Teologicamente analisando, podemos entender que os noivos são os próprios ministros de suas uniões, daí a necessidade de exprimirem a verdade um para o outro, porém, sem o sacerdote devidamente ordenado, devidamente consagrado a Deus, a união é imperfeita: é o sacerdote a verdadeira testemunha da união e também aquele que evoca o selo divino sobre as uniões através da invocação do nome do Todo Poderoso sobre os noivos, dentro do ritual de cada igreja. Portanto, nada impede que a celebração aconteça numa fazenda, num sítio, num buffet ou em qualquer outro local digno do sacramento em questão. Qualquer pessoa livre pode desejar seu casamento assim: solteiros, viúvos ou aqueles devidamente divorciados, segundo a Palavra de Deus e as leis.

Agora, sobre as segundas uniões, aprendamos com a Palavra de Deus:

Assim nos ensina Jesus: “Eu, porém, vos digo: Quem repudiar a sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra mulher, comete adultério e o que casar com a repudiada, comete adultério”. (Mateus, 19.9)

Nossa prática está perfeitamente em consonância com a palavra: celebramos o matrimônio de pessoas divorciadas depois de analisarmos cada caso. Se houver adultério comprovado a primeira união pode facilmente ser desfeita, sem que haja necessidade de um processo eclesiástico caro e demorado. Jesus admitiu que a união que foi adulterada pode ser desfeita. Mas há casos em que não houve adultério e que a união também pode ser desfeita: é aí que entra a necessidade que os noivos têm de dizer, com reta e imaculada intenção, a plena verdade de seus sentimentos e intenções de ação na vida, um ao outro, desde o momento em que assinam o processo matrimonial até a verbalização do sim no altar e diante do sacerdote do Deus. Deus não age a partir da mentira de um para beneficiar o(s) interesse(s) de outro. Deus age com Seu Espírito Santo para o benefício de Sua verdadeira igreja que somos nós. O Espírito Santo age na igreja, unindo-a mais e mais estreitamente ao Cristo Vivo. Quando uma das partes (noivo ou noiva) mente no processo matrimonial ou na expressão de sua real vontade durante a celebração do matrimônio e, mais tarde, essa mentira é comprovada, a igreja também pode declarar nula tal união, porque à parte prejudicada foi ocultada a verdade com evidente intenção de manipulá-la, induzi-la, conscientemente, ao erro de fé num sacramento. Nesta situação em que não houve adultério, mas houve a mentira, a união também pode ser declarada nula pela igreja. Soma-se a tais situações, aquelas uniões que não foram consumadas após a celebração do matrimônio; aquelas em que a essência das núpcias não aconteceu por algum motivo que deva ser analisado mais profundamente. Acreditamos ter esclarecido aqueles que pediram a manifestação de nossa igreja. Que Deus abençoe-nos com Suas mãos divinas.

DINAMIZANDO:

Conforme já ficou claro, realizamos casamentos, inclusive de divorciados; batizados, bodas, missas especiais e festivas em buffets, restaurantes, hotéis, chácaras, sítios, clubes e outros locais ou ambientes particulares, INCLUSIVE casamento Religioso com Efeito Civil. (Lei Federal 6.015/73).

Sem nenhum preconceito, mas com o intuito de esclarecimento: afirmamos desde já que nossa igreja somente CELEBRA e RECONHECE o casamento entre um HOMEM e uma MULHER.

O que é necessário para se casar?

1. Fazer contato com a Paróquia pelos telefones: (19) 3913-8333 ou pelo celular (19) 9.9996.0607, ou pelo contato deste site.

2. Agendar o dia com antecedência para garantir o horário.

3. Após agendado, procurar a Paróquia para a entrevista.

4. Feita a entrevista, entregue os documentos, dá-se início a abertura do processo matrimonial.  (Tragam para a entrevista a cópia do RG, CPF, Certidão de Nascimento, Comprovante de endereço, nome da Paróquia de Batismo ou Crisma). Outros documentos que se farão necessários deverão ser entregues no transcorrer do processo matrimonial.

5. O prazo para se marcar, não pode ser INFERIOR A 45 DIAS. Fora desse prazo, somente falando com o padre.

Esclarecemos mais uma vez que nossa igreja, por questão de ideal e convicção religiosa e bíblica, não tem comunhão com a Igreja do rito romano. É por isso que celebramos nossos ritos ou sacramentos fora do Templo, pois entendemos que a Igreja de Jesus Cristo, não é feita de pedras e sim de filhos e filhas de Deus.

Jesus disse: “onde dois ou mais se reunirem em meu nome, ali no meio EU ESTAREI”. Jesus não disse: “tem que ser aqui ou ali, nesta Igreja ou naquela…” O que vale diante de Deus é sempre nossa reta intenção de fazermos o que ele nos mandou fazer. Se duvidarmos se Suas Palavras, podemos agora tirar nossa dúvida: Disse Jesus: “não é o servo maior que o Senhor”. Seria a palavra do homem maior que a do Senhor?

Que autoridade teria o homem para decidir às coisas da Vontade de Deus? Acaso não é o homem o servo do Senhor? “Não separe o homem o que Deus uniu”. Sim, mas quando realmente foi Deus quem uniu! Ninguém é obrigado a passar pela vida e viver infeliz. Ninguém deve prometer amor e fidelidade por toda a vida, pois o futuro, só a Deus pertence. Quando falamos do casamento até que a morte nos separe, falamos da “morte do amor”. Morreu o amor, morreu o casamento. É insuportável viver com quem não se ama. Fingir amor, e ter de suportar o outro é mentir a si mesmo e a Deus. Essa é a pior traição do casal: viver na mentira, para manter aparências para a sociedade. Quando morre o amor, para Deus já morreu o vínculo do casamento, pois Deus não aceita a MENTIRA sendo Ele o amor!

Por esse motivo, casamos os divorciados e estes, podem e devem ser felizes sim. Jesus Cristo ensinou: “vinde a mim todos vós, que estais cansados e atribulados e Eu vos aliviarei”. Jesus não disse: “esse pode, aquele não pode… ou ainda, esse casamento pode ser anulado, aquele não”.

É como aquele que, por doutrinas de homens e não de Deus, é condenado – quando Jesus ensinou a não julgarmos – a não poder comungar porque é divorciado. Ora, viver sem a comunhão com Cristo?! Suicídio da salvação Eterna! Por quê perder tempo seu tempo e sua alma ao ir para esse lugar? Jesus mesmo disse no evangelho de Mateus: eu vim para quem está perdido.

Não são rótulos de igrejas que salvarão a sua alma, mas sim o Senhor Jesus Cristo, diante de quem as suas obras, principalmente sua fé, um dia serão apresentadas. O amor a Deus e ao próximo, a esperança e a caridade são frutos do Espírito Santo e devem, obrigatoriamente, estar presentes numa igreja. Se não estiver o erro está no próprio homem que, ora procurando uma igreja, ora procurando outra: casa-se numa, batiza seus filhos noutra… Não se troca de Igreja como se troca de roupas! Se você encontrou abrigo e nunca ouviu um “não” na sua igreja – fique nela! Se você ouvir um dia que seu sacramento não valeu, é porque VOCÊ PROCUROU A IGREJA ERRADA! Você procurou aquela que, quando dela você precisou, ela te disse NÃO e não te deu abrigo. PENSE NISSO!

Dom Pedro Paulo – Pela fé.