A memória de nossos pais

DIA DOS PAIS: DIA DE GRATIDÃO!

O PAI

Dia 11 de agosto próximo (2019) celebramos o dia dos pais. A memória de nossos pais é sempre guardada em nós, por nós, diante dos mais diferentes “ritos de passagens” de nossas vidas e é sobre ela que parte importante de nossa personalidade se desenvolve. É a imagem dele, do pai, que transmite segurança, estabilidade, generosidade, limites, amor e afeto. É a segurança de sua presença e o equilíbrio de sua paternidade que faz com que a personalidade se desenvolva com sobriedade, saúde e pacificidade.

No livro sagrado de Êxodo, capítulo 20, versículo 12, lemos que o criador, a quem chamamos Pai, ensinou um dos mais valiosos meios pelos quais o ser humano pode conquistar maturidade em seu processo de maturação – amadurecimento – ao longo da vida: honrar pai e mãe! Como celebraremos o dia dos pais, quero ater-me aqui à memória do pai. Assim nos ensina o criador: “Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor,o teu Deus, te dá. – Êxodo 20, 12″.

Deus, aquele a quem Jesus Cristo nos ensinou a chamarmos de PAI (cf. Mateus capítulo 6, versículos de 9 a 13: “portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.) é apresentado como aquele que está no céu e a quem nos dirigimos para pedir que o reino D´Ele venha a nós. É assim que oriento as pessoas a verem seus pais, mesmo aquelas que encontram alguma dificuldade na imagem de seus pais terrenos: vejam-nos como instrumentos de Deus para que suas vidas se materializassem aqui. Honrar pai (e mãe) é mais do que guardar suas memórias vivas em nossas mentes; de certo modo, honrá-los, é como que guardar dentro de você a capacidade de desenvolver, diariamente, a gratidão por tudo na vida. No livro de Êxodo, o criador condiciona à honra que deve dar aos pais como fator de se obter uma vida longa na terra. Vida longa é vida em plenitude.

Embora não seja uma festa litúrgica a celebração dos pais, penso que celebrar a gratidão pelo que recebemos deles é santo; penso que celebrarmos o mandamento do criador é sempre profundo e transmite maturidade na vida,é catequético e favorece o desenvolvimento da fé, bem como o convívio que temos, uns com os outros, em sociedade. Honrar é guardar com amor, com reverência, aquilo que o tempo cronológico não apaga; honrar é ser capaz de desenvolver o respeito que gera gratidão pelo que se é e pelo que haveremos de ser.

Celebrar com amor a memória de nossos pais terrenos, pelos preceitos da fé, diante do Pai do céu, é, de certa forma, materializar um pouco do reino D´Ele, o qual pedimos no Pai Nosso, que venha a nós! Não se trata de emprestar à liturgia do dia uma função compensatória para “santificarmos” aos pais, mas sim de, na liturgia da celebração do dia do Senhor, vermos o caráter didático do amor de Deus-Pai que quer nos ensinar a honrarmos os pais terrenos, com suas limitações, com suas imperfeições, com seus pecados, para que, honrando-os, cresçamos em humanidade e em espírito; que assim tenhamos vida longa (e plena!) na terra!

Tenho imenso respeito ao meu pai. Vejo nele um sentido de vida completo; um amadurecimento trazido pelos anos e guardo-o, em meu peito, com reverência. Mais do que dar-lhe um presente, vale dar-lhe o sentido de gratidão como filho e minha presença como admirador por sua vida. honrar também é guardar!

Ame a seu pai – mesmo com defeitos, não importam quais sejam -, ele é um instrumento do Pai Criador para que sua vida se materializasse aqui; o respeito por ele será instrumento do seu crescimento e da construção de sua plenitude.

No dia 11 de agosto, na Santa Missa das 09:00 horas da manhã, aqui, na Sede da Prelazia de Itapira, Paróquia Divino Espírito Santo, a intenção especial que estará sobre o altar é em benefício de todos os pais terrenos; pelos vivos, para que Deus os recompense e lhes aperfeiçoe a vida com proteção; pelos já falecidos para que sejam recebidos como filhos, pelo Pai eterno, diante de quem somos todos irmãos. Após a Santa Missa realizarei um momento muito especial de Orações de Cura Divina sobre a memória que temos de nossos pais; sobre os nomes de todos os pais; sobre a necessidade de perdão entre pais e filhos e sobre a união familiar de todos.

Envio a todos minha bênção;

Dom Pedro Paulo – 05-08-2019.